segunda-feira, 18 de junho de 2012

Desafio ao Chef



Tem, no suplemento Paladar, do Estadão, uma sessão que se chama Desafio ao Chef: são propostos a um chef alguns ingredientes (muitas vezes bastante exóticos e estranhos entre si), e ele precisa inventar uma receita a partir de todos eles. Pode acrescentar outras coisas, também, mas tem que utilizar todos aqueles que lhe foram propostos como principais. E tem que ser uma receita inédita.

Houve um desafio que transformou cupim, avocado, maxixe e cebolinha em um saboroso "Cupim ao molho de cabernet sauvignon e purê de avocado"; outro fez dos quatro ingredientes sugeridos (flor de abóbora, pistache, ricota e arenque) um très chic "Cannolo de ricota e pistache, creme de flor de abobrinha e aspic de arenque defumado".

Mas não é de culinária (ou somente de culinária) que eu quero falar! Quero pensar no desafio ao chef como metáfora para a vida: somos nós, também, desafiados com "ingredientes" oferecidos pela realidade de quem somos, pela própria experiência, pela nossa história. Muitas vezes, ingredientes "exóticos e estranhos entre si".

É isso que se é, é isso que se tem... o que fazer com isso? Em que transformar? O que construir?

Como os chefs que participaram da proposta do suplemento Paladar, a regra no desafio da vida é que não se pode negar o que se tem. Não adianta pensar que seria melhor se fosse... daquele outro jeito, sem essa ou aquela característica nossa que preferíamos que não existisse. Não adianta se ater ao fato de que tal ingrediente não combina com o resto, ou estraga o prato.

Muitas vezes ficamos nos questionando os porquês. Lamentamos não ser como o outro. Não ter o que o outro tem. Temos admiração e inveja do outro, frente ao qual nos sentimos diminuídos. Não por alguma atitude dele, mas por causa do nosso próprio modo de ver as coisas. Perguntamo-nos por que não nos foi dada tal sorte... e ficamos estanques.

Muitas vezes queríamos "arrancar" de nós certo jeito de funcionar que nos atrapalha muito. "Se não fosse por isso... eu poderia crescer!", pensamos. E ficamos lutando para eliminar o indesejado por completo, pela raiz.

Qual o segredo dos chefs? Como fazer sentido e dar um nome a uma receita feita com ingredientes que nos são dados? E como fazer com que a receita seja gostosa e interessante? Antes de mais nada, os chefs consideram os ingredientes que têm! Não se questionam nem se lamentam: "por que me deram justo esses ingredientes?!" Pensam: COMO vou utilizar o que eu tenho para fazer algo legal e que me deixe satisfeito?

E não pensem que eles acertam de imediato. Como na vida, a cozinha é basicamente experimental!

Cada pessoa tem seus ingredientes, suas características, seu potencial, seus recursos. Isso é único! O sucesso do resultado de cada um depende da combinação (e re-combinação) criativa dos seus possíveis. E muito da satisfação ocorre antes do prato ficar pronto: vem do prazer de cozinhar!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Corpos de consumo



Achei interessante comentar aqui uma colocação de Lola:

Sabe, Lia, fico me perguntando, às vezes, o por quê de tanta luta contra "ser gorducho"...se toda a nossa maneira de viver atual leva para este caminho - ser mais gordo - como lutar contra a sociedade inteira para atingir um modelo ultrapassado? Acho que estamos passando por uma época de transição: sobrevivem os corpos que se adaptam à esta nova realidade! Ou, então, a sociedade se conscientiza e entra censura na mídia de alimentos, quebra-se os computadores e todos os carros para que as pessoas tenham que andar, ilimina-se o telefone sem fio, etc..etc..etc..Do jeito que estamos lutando hoje contra nós mesmos, é um pesadelo...nadamos contra uma maré e ainda nos sentimos culpados! Qdo socialmente os alimentos, assim como bens materiais, forem distribuídos de maneira igual entre as populações e indivíduos, aí talvez conseguiremos o verdadeiro padrão de beleza...Se não, daqui a alguns anos, penso eu, as populações serão divididas entre os obesos e os sub-nutridos assim como os podres de ricos e os miseráveis!

Pois é... o mesmo mundo que cria e alimenta nosso sedentarismo e hiperalimentação, exige de nós total responsabilidade pela adequação dos nossos corpos ao padrão de beleza idealizado. Ou seja, é um mundo que nos bombardeia com variedade, comidas altamente calóricas, facilidade de obter tudo "sem esforço" (delivery, por exemplo), e também oferece uma infinidade de tecnologias e "milhões de possibilidades" para alcançarmos o corpo perfeito: comidas light e diet, cirurgias, cremes, exercícios, dietas... E se há todas essas possibilidades de transformar o corpo, "só não é lindo quem não quer"... ou quem não tem "a menor força de vontade". Ter controle sobre o próprio corpo e alimentação, seja para emagrecer ou até para alcançar um status de "imortalidade", de um corpo sempre jovem e saudável, é sinal de força moral, de valor pessoal.

Em nome do corpo idealizado tomamos atitudes que extrapolam o âmbito da estética, e entramos em domínio político: fazemos escolhas de amizades, de admiração, de afeto, e, como não poderia deixar de ser, justificamos atos de isolamento, discriminação e exclusão social. A forma física é idéia vendida como garantia de felicidade e sucesso, de reconhecimento, de direito de amar e ser amado.

O corpo idealizado é o corpo do consumo. Os padrões de beleza são ditados pelo mercado, e são muito rígidos. Para ter o corpo da moda, muito esforço é necessário. Um esforço sobre-humano. Impressionante como o marketing (e, olhem, não apenas ele...) nos impõe desejos. Toca-nos no ponto, na ferida (quem não quer ser amado, reconhecido, admirado?), e cria necessidades. Necessidades que, por princípio, não devem nunca ser satisfeitas, pois é do desejar, sempre mais, sempre outra coisa, que esse sistema de consumo se alimenta.

É contraditório, até, se pensarmos que a mesma lógica (de consumo) que nos faz buscar ser diferentes, especiais, que nos deposita a responsabilidade por sermos individuais e com poder de decisão, é a lógica que nos transforma a todos num mesmo, sem particularidades, matando nossas diferenças. Quantas Barbies e Ken' s vocês viram por aí, hoje? Nas revistas que falam das celebridades, tem um montão deles...

Estamos presos nessa falsa liberdade de escolha, e no meio de tantas opções. Por onde começar a procurar a ponta do novelo, para desfazê-lo? Talvez o ponto de partida seja a noção de que a sociedade não nos determina de forma absoluta, no sentido de incorporarmos pura e simplesmente seus ditames. Na realidade, a relação indivíduo - sociedade é dialética: não somos apenas determinados, somos também determinantes. Pensemos nisto!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Lições tiradas de esforços passados

Nas suas tentativas anteriores de perder peso, o que efetivamente funcionou? Que atitudes, que dicas, que truques...? E o que não funcionou? Que tipo de dieta alimentar combina mais com você?

É realmente difícil de responder. O que guardamos de experiências anteriores é que "a dieta deu errado", ou que "deu certo só por um tempo". Levamos conosco, também, uma queda substancial no sentimento de auto-eficácia - não consigo levar adiante uma dieta alimentar, não sou capaz de persistir, sou impotente frente ao meu desejo e necessidade de perder peso, sou fraco, não tenho força de vontade... Desta forma, cada recomeço acontece a partir da estaca zero, e cada vez com menos combustível!

É importante usar a própria experiência quando queremos nos arriscar numa nova tentativa. Não é possível não termos aprendido nada nos nossos esforços passados!

Aqui vai um exercício de recapitulação, de conscientização. Consiste em preencher a tabela fazendo um histórico dos esforços anteriores. É importante tentar ser detalhado no preenchimento das duas últimas colunas. Quanto ao tipo de dieta, é especificar se foi com ou sem remédio, com orientação médica ou nutricional, se foi num grupo tipo Vigilantes do Peso, etc.

Espero que ajude!


segunda-feira, 11 de junho de 2012

ESTRESSE E COMPULSÃO


O estresse ativa no cérebro um mecanismo hormonal que faz com que as pessoas comam doces, consumam drogas ou apostem em jogos de azar, segundo um artigo publicado na revista "BMC Biology".


Investigadores da Universidade do Michigan e de Georgetown, em Washington, realizaram um estudo onde injetaram em ratinhos de laboratório um fator que estimula a produção de corticotropina no cérebro, em níveis similares aos que se registam em seres humanos em situações de estresse.A corticotropina é o hormônio responsável pela biossíntese e pela secreção de certas substâncias do cortex.


"A substância cerebral do estresse triplicou a intensidade de desejo por alimentos com açúcar, por exemplo", assegurou o professor de psicologia da Universidade do Michigan, Kent Berridge.Este resultado explica porque é que as pessoas que sofrem de estresse têm mais chances de sentir desejos mais intensos por recompensas que se possam satisfazer de forma compulsiva com atividades que levam à sensação de prazer, como comer ou consumir drogas.


sábado, 9 de junho de 2012

Fome e Apetite


Há, essencialmente, dois diferentes sistemas motivacionais relacionados ao comportamento alimentar: o homeostático e o hedônico. As pesquisas que nos ajudam a distinguir (e a relacionar) tais sistemas têm se multiplicado, e um grande pesquisador na área é John Blundell, da Universidade de Leeds. Ele é um psicólogo especialista em fisiologia do comportamento alimentar, e atualmente estuda, entre outras coisas, o papel da serotonina no apetite, padrões alimentares e drogas anti-obesidade.

O sistema homeostático é regulado pela fome e pela saciedade. Se a pessoa passa o dia inteiro sem comer, por exemplo, e chega em casa morrendo de fome, sua tendência é ir direto para a geladeira e comer o que estiver a sua frente, até sentir-se "cheia". Esse comer, apesar de geralmente em exagero e rápido, é "comer homeostático".

O sistema hedônico, por sua vez, é regulado pelo apetite e pelas recompensas (prazerozas) decorrentes do comer. Supondo que a pessoa acabou de almoçar, volta para a frente do computador e se depara com todo o trabalho que ainda tem por fazer. Argh! Será que vai dar tempo? De repente, sente um desejo imenso de abrir a gaveta e de pegar um chocolate que sabe que está lá. Esse é o "comer hedônico", que ocorre por causa do prazer que aquele chocolate vai trazer naquele momento. Não tem nada a ver com fome ou com regulação energética do corpo.

São dois sistemas bastante diferentes. Ou seja, as moléculas e receptores responsáveis pela fome e saciedade são diferentes daqueles responsáveis pelo apetite e recompensa.

Clinicamente falando, tal distinção ajuda a pensar no melhor tratamento para determinado paciente que, por exemplo, come demais. Se for um "comer homeostático", precisamos corrigir seu padrão alimentar para resolver a fome. Se for um "comer hedônico", talvez tenhamos que ajudar o indivíduo a desenvolver estratégias - alternativas ao alimento - de enfrentamento que apaziguarão o "sistema do prazer". Eu acabo por ter como regra geral iniciar um tratamento com a reorganização do dia alimentar, de qualquer maneira. A ajuda de uma nutricionista é importante!

É fundamental nos lembrarmos que, biologicamente, os dois sistemas são interligados, e que o comportamento alimentar pode estimular características dos dois sistemas numa mesma refeição. Ou seja, as coisas se dão de forma bem mais complexa do que parecem nos exemplos que eu dei acima. Fome e apetite agem de forma conjunta! Basta notarmos que quando com muita privação alimentar, tendemos a atacar alimentos mais calóricos e mais gostosos, se tivermos escolha. Muito difícil estar morto de fome e atacar cenourinhas, se houver um pedaço de bolo ao lado!

Em seu blog o Dr. Arya Sharma cita um pesquisa recente de Saima Malik, da Universidade de McGill, em Montreal: Malik e colegas administraram grelina (chamado de "hormônio da fome", por estar fortemente associado ao "comer homeostático") em voluntários, e usaram um aparelho de ressonância para verificar quais partes do cérebro eram ativadas em resposta a fotos de guloseimas.

A grelina não apenas aumentou a sensação de fome, como era o esperado, mas também causou um incremento na atividade do sistema mesolímbico de recompensa do cérebro! E é esse o sistema que está envolvido nos comportamentos de adicção!

Como podemos ver, mesmo a grelina, sempre tão associada à homeostase, tem também uma ação no sistema hedônico!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Avaliação psicológica pré-cirúrgica dos candidatos à cirurgia bariátrica: considerações.

Muitos pacientes chegam cheios de resistência ao consultório do psicólogo: decididos a fazer a cirurgia da obesidade e encaminhados pelo cirurgião, temem qualquer impedimento que possa surgir durante a entrevista, qualquer veto. Dá para compreender. Essa não é, de jeito algum, uma decisão fácil. No mínimo a pessoa carrega, em incontáveis expectativas, emoções difíceis de elaborar. Para muitos, a gastroplastia é a luz no fim do túnel; é, finalmente, uma oportunidade de renascer.

A primeira coisa a ser considerada é a postura do psicólogo. Mais do que nunca se faz necessária a capacidade de compreender o paciente a partir de sua própria perspectiva, a aceitação, o acolhimento, a compreensão dos próprios preconceitos. Há trabalhos interessantíssimos sobre a determinância que tem tal postura do profissional no sucesso do tratamento de obesos, seja daqueles que vêm em busca de acompanhamento clínico para emagrecer ou daqueles que são caso de cirurgia.

A história do paciente é investigada, contada por ele. Em particular, as questões relacionadas ao peso, às tentativas anteriores de emagrecimento, a relação com seu corpo, com os outros, enfim... Falamos aqui de um levantamento de dados e, muito além disso, de um processo narrativo que ajuda a ressignificar, integrar, relacionar...

Cabe dizer que não é incomum haver um desejo tão grande de emagrecer que a questão da saúde acaba ficando, digamos assim, em segundo plano. Para o paciente parece ser óbvio que ele terá atenção com sua saúde após a cirurgia. Mas não é tão óbvio assim. Umas das expectativas que pacientes relatam é, por incrível que possa parecer, "a de não ter mais que se preocupar com o que comer, com dieta". Fazem a cirurgia, começam a emagrecer, deixam o cuidado com a alimentação saudável "para mais tarde". Afinal, prestar tanta atenção no que deve, no que não deve comer, tornou-se por demais aversivo durante tantas tentativas anteriores fracassadas. Ao se ver emagrecendo, foca-se em "curtir" a novidade.

É sabido que a cirurgia bariátrica afeta o paciente de diversas formas. Ele precisa:
  • ser capaz de lidar com as restrições iniciais na dieta,
  • acostumar-se a novos hábitos alimentares que deverão ser incorporados de forma definitiva,
  • lidar com novas sensações e experiências corporais,
  • adequar-se à mudança de sua imagem corporal,
  • adquirir novos comportamentos de cuidado de si,
  • lidar com novas cognições e sentimentos,
  • adequar-se a um diferente estilo de vida,
  • lidar com mudanças inesperadas e significativas nos relacionamentos pessoais que costumam ocorrer com certa freqüência após emagrecimento importante.
Como o paciente lidará com tudo isso? Tem ele recursos psicológicos para dar conta de tantas mudanças?

Basicamente, na avaliação pré-cirúrgica, o papel do psicólogo será o de identificar os fatores de risco psicossociais vinculados à realização da cirurgia, como a presença de alguma psicopatologia ou de atitudes e comportamentos que sabidamente complicariam o ajustamento pós-operatório. A partir de tal avaliação, vai fazer recomendações ao paciente e à equipe visando alcançar os melhores resultados possíveis com o procedimento, a curto, médio e a longo prazo. O psicólogo vai também auxiliar o paciente quanto à compreensão de todos os aspectos decorrentes do pré e do pós-cirúrgico; vai ajudá-lo a tomar decisões mais conscientes e de acordo com seu caso particular.

O psicólogo irá avaliar, na entrevista com o paciente:
  • o senso de identidade,
  • a estabilidade emocional/humor,
  • a habilidade para compreender o risco da cirurgia e para dar seu consentimento de forma responsável,
  • as estratégias comportamentais que possui em seu repertório para lidar com situações diversas e difíceis,
  • a disposição a aceitar o suporte necessário,
  • a resiliência, ou seja, sua capacidade (psicológica) de suportar o trauma cirúrgico e de lidar de forma positiva com os diversos estressores e ajustamentos associados às mudanças de estilo de vida após a cirurgia,
  • a motivação e
  • o compromisso de seguir com os cuidados de longo termo, aprender novas habilidades e aderir a um programa de estilo de vida saudável, que inclui tomar decisões acertadas em relação ao cuidado de si e à necessidade de colocar limites.
Ou seja, avaliação psicológica implica abordagem multifacetada, isto é, a abordagem da questão nas perspectivas comportamental, cognitiva e emocional, de desenvolvimento, da situação atual de vida, da motivação e das expectativas.

terça-feira, 22 de maio de 2012

PENSAMENTOS SABOTADORES



A maneira como as pessoas pensam afeta o que elas sentem e o que elas fazem. Por exemplo, alguém com crenças autoderrotistas interpretará um grande número de situações como sinais de fracasso e atribuirá tal fracasso a sua incapacidade ou fraqueza. Não levará em conta outras possibilidades - de que a situação era inevitável ou de que existiam soluções viáveis.

"Eu não consigo" é um bom exemplo de como este tipo de pensamento gera rigidez de atitude: "de que adianta agir se já sei que não consigo"? A mesma pessoa pode criar para si situações muitos diferentes - de muito boas oportunidades a momentos muito ruins - dependendo de como pensa.

A Terapia Cognitiva baseia-se no pressuposto de que se as pessoas aprenderem a pensar mais realisticamente, poderão se sentir melhor e alcançar mais facilmente suas metas. Temos muitos pensamentos automáticos disfuncionais (ou pensamentos sabotadores) que nos 'prendem' em sentimentos de tristeza, ansiedade ou impotência, ou minam nosso autocontrole.

No caso de quem precisa perder peso, pensamentos sabotadores muito comuns são:

Não tem problema se eu comer isso, porque...

Comer isso não vai fazer diferença...

É muito injusto eu não poder comer o que quero, ter nascido assim...

Já que exagerei um pouco, não adianta continuar, vou comer o que eu quiser o resto do dia.

Não posso desperdiçar alimentos.

Não adianta fazer dieta, tenho tendência a engordar.

Minha amiga vai pensar que sou mal educada se não comer o bolo que ela fez.

Não suporto estar com fome, nem ver algo delicioso na minha frente sem comer.

Ou seja, temos prontinhos em nossas mentes justificativas e motivos muito fortes e convincentes para comer o que não se deve! Cabe a nós identificá-los e 'pagar com a mesma moeda': a cada pensamento sabotador identificado, temos que tirar da manga uma resposta mais funcional e adaptativa. E repeti-la a cada situação, com persistência, pensando sempre nos motivos que se tem para perder peso.

Somos nosso próprio diabinho e nosso próprio anjinho!